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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

S05E16 - Yogyakarta e vulcão Merapi!

Olá a todos!

Saindo das ilhas ao leste partimos para uma verdadeira aventura para chegar a cidade no centro da ilha de Java chamada Yogyakarta, não confundir com a capital da Indonésia, Jakarta.

Saindo com um atraso de uma hora, primeiro pegamos um ônibus de Padang Bai, onde passamos mais um agradável dia indo a praia e comendo muito bem, que após 12 horas chegou a cidade de Surubaya. Este primeiro ônibus era bem confortável e com ar condicionado.



Nesta cidade, bastante perdidos, descobrimos que precisávamos mudar de ônibus,o que fizemos logo. O segundo ônibus, ainda que também tivesse ar condicionado (mas sem banheiro), era o melhor exemplo possível de um ônibus "pinga-pinga" e, completamente lotado com gente em pé e sentada no chão, parou em umas trinta cidades para deixar e pegar passageiros, chegando ao nosso destino final após exaustivas 9 horas de viagem! Nem é preciso dizer que fomos os únicos estrangeiros corajosos (ou malucos?) a pegar esse ônibus, que custava metade da passagem de avião. Ufa!



Bem, após dormir bem na primeira noite, no segundo dia alugamos novamente uma scooter (está virando um hábito nesta viagem) e fomos visitar o famoso e incrível templo budista de Borobudur, que data de 842 DC, e foi "redescoberto", no século 19 completamente abandonado e coberto pela selva.
O lugar é patrimônio mundial da humanidade, protegido pela Unesco,e tido como o maior monumento budista na Ásia (ou algo do tipo).



Bem incrível. O que achei curioso foi que eles cobram uma entrada dos estrangeiros muito mais cara do que eles cobram dos indonésios (190 mil contra 30 mil rúpias). Bastante visitado por indonésios, muitos de vilas ou campos e que nunca estiveram numa cidade grande, outra coisa curiosa foi que pelo menos 5 grupos de pessoas pediram para tirar foto com a Chantal, aparentemente achando ela ainda mais exótica do que as impressionantes estátuas de budas de pedra logo em frente. Pelo menos um desses grupos pediu para tirar foto comigo também! ;)



Me senti, pelo menos por um momento, uma sub celebridade, como um ex-BBB, hehehe!

Nesse dia à noite, de volta a Yogy, fomos num restaurante vegetariano e orgânico excelente e bem barato, que funciona num modelo de não visar o lucro, e toda a receita do restaurante ajuda a pagar cursos dados lá e manter o lugar, que é um jardim bem bonito! Vale a dica para quem for, Mila's restaurante.

Mas nossa maior aventura nessa cidade foi sem dúvida nosso audacioso trekking no ativo vulcão de Merapi. A aventura começou às dez da noite, quando pegamos um carro com outros estrangeiros, que após 3 horas nos levou até a vila na base do vulcão. Após um café e preparativos partimos para a aventura, às 2 horas da manhã, subindo por uma trilha às vezes mais tranquila, mas às vezes bem estreita, íngreme e escorregadia. 

Parando às vezes para respirar e tomar água, alcançamos o platô do vulcão, há mais de 3 mil metros de altitude, por volta das 5 horas da manhã. Ali, há 45 minutos do nascer do sol, e já bem cansados, tivemos que tomar uma decisão: continuar pela última e mais difícil parte até o topo, ou ficar por ali para ver o nascer do sol ali. Tínhamos dois guias, e nosso grupo de 6 se dividiu em dois. Enquanto a Chantal, bem mais corajosa e bem fisicamente do que eu seguiu em frente, eu fiquei com o grupo dos "exaustos". Ela conta que o último trecho foi mesmo terrível, muito íngreme, mas valeu a pena, pois conseguiram ver a cratera do vulcão,a fumaça saindo e até um pouco de lava! Eu voltei, após ver um belo nascer do sol sob as nuvens, de onde se podia avistar outras montanhas e vulcões em volta, além de florestas e plantações de chá e arroz. 

 A descida demorou umas duas horas e meia,e no caminho ainda vi mulheres carregando tufos enormes de grama nas costas, bem pesados,e homens carregando sacos enormes de esterco, montanha a cima!! Após um breve café da manhã na vila voltamos, exaustos, para nosso hotel em Yogi, onde após o almoço partimos para o aeroporto pegar nosso voo para a capital da Malásia, Kuala Lumpur. Nosso voo teve uma conexão em Jakarta, capital da Indonésia, onde passamos um aperto. 

Primeiro devido a desorganização da cia, que demorou quase uma hora para achar um ônibus para nos levar ao outro terminal, depois porque, já sem nada de dinheiro local, descobrimos dentro do gate que precisávamos pagar uma taxa de embarque internacional (150 mil cada um). 

Há 5 minutos do embarque tivemos que correr para achar um ATM há tempo de não perder o voo. Essa taxa não estava escrita em lugar nenhum da passagem, nem tampouco foi nos avisada no checkin. Por último, descobrimos já dentro do avião a última lambança dessa péssima cia aérea, nos deram lugares separados. Bom, sem dormir há dois dias chegamos, já de madrugada, em nosso hostel em KL, para iniciar a última parte de nossa viagem: duas semanas na Malásia. É isso aí, até o próximo capítulo! 

Um grande abraço! 
Chico

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

S02E15 - Indonésia: ilhas de Gili e Lombok

Alô amigos!

A última semana na Indonésia pode ser resumida em duas palavras: praia e sol. Saindo de Bali, pegamos o barco rápido por uma hora e fomos primeiro para a ilha de Gili Trawangan, onde ficamos 4 dias. No primeiro dia fomos à praia, claro, e andamos pela costa Leste dessa pequena ilha de menos de 3km de extensão.

No segundo dia fizemos um passeio de barco que nos levou para fazer snorkel nas outras pequenas ilhas em volta: Gili Meno e Gili Air, onde também paramos para almoçar. No último dos 5 mergulhos vimos uma tartaruga enorme nadando ao nosso lado, demais!

No terceiro dia fizemos snorkel novamente, mas por nossa conta, sem barco, já que a água é bem transparente e a areia é plana. Vimos de novo outra tartaruga, que foi ainda mais legal porque ela estava comendo e ficou muito tempo perto da gente, antes de nadar para longe. No final da tarde alugamos duas bicicletas e pedalamos dando a volta na ilha, parando em sua costa virada para o Oeste para apreciar um lindo por do sol vermelho.

No último acordamos cedo em Gili para pegar o barco local para essa outra ilha enorme perto de Bali que é Lombok. Detalhe no preço do barco, bem devagar claro: 10.000 rúpias, equivalente a 1 dólar. É mais barato do que um suco aqui! Completamente lotado, o barco levava também, além de 50 pessoas, um colchão, duas TVs, uma bicicleta e um gerador!

Bom, chegando no porto de Lombok primeiro pegamos uma charrete (15 mil),e depois um táxi, até finalmente chegarmos ao nosso hotel na praia de Bato Bolong, ao lado da praia de Senggigi. No mesmo dia ainda andamos até a praia de Senggigi, onde jantamos.

No dia seguinte alugamos uma scooter e fomos, em baixo de uma chuva tropical, primeiro até a capital da ilha, Mataram, e depois até dois templos próximos, Pura Lingsar (hindu e muçulmano) e Pura Suranadi. Esse dia foi bem legal porque fizemos um roteiro quase nada turístico. Almoçamos num lugar ótimo e barato que nem tinha cardápio em inglês. E visitamos esses templos que também são um destino mais recorrente dos locais religiosos do que de estrangeiros. No primeiro, de Lingsar, um guia nos acompanhou e nos contou a história, dizendo que o templo ali foi criado em 1.714, mas já era uma construção até antes, no século 15.
O segundo templo,de Suranadi, era bem menor e completamente ocupado por macacos!

Voltamos para jantar num restaurante perto do nosso hotel mas que não era tão bom, e também não tão barato, para os padrões daqui.

Claro que pagar menos de 20 dólares para dois, para comer camarão, lula e peixe assado é barato comparando com preços no Brasil, mas aqui já comemos ainda melhor e mais barato.

Hoje, no terceiro dia de Lombok, pegamos o barco cedo de volta à Padang Bai, na ilha de Bali, onde nosso plano é aguardar até amanhã para pegar o ônibus para a ilha de Java, onde nossa parada será a cidade de Yogyakarta, que fica umas 10 horas daqui.

Essa semana que passou foi ótima sendo o único ponto negativo o fato que fomos completamente atacados e mordidos por Bed Bugs (percevejos da cama). Eu nem fui tanto, mas a Chantal foi bem atacada. Mudamos de hotel umas duas vezes, colocamos nossas roupas em sacos fechados e compramos pomadas, e acho que agora estamos vencendo a guerra contra eles!

É isso aí, pulamos o carnaval fugindo do axé e mergulhando com tartarugas nas paradisíacas ilhas de Gili e Lombok!

Um abraço e até o próximo capítulo!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

S02E14 - Bali, Indonésia!

Olá a todos,

Após agradáveis dias em Cingapura chegamos nesta famosa e bela ilha do arquipélago da Indonésia, um país composto por mais de 17 mil ilhas, sendo Bali sua ilha mais turística, com certeza.

Chegamos a noite no aeroporto e minha primeira dica para quem vem é não trocar dólares no aeroporto, a taxa de conversão é muito pior.
Tudo certo com nosso visto, nos encontramos com o motorista do hotel que veio nos pegar e partimos, numa outra viagem de uma hora, até o lugar, bem escondido no meio de uns campos de arroz e palmeiras.

No dia seguinte alugamos uma scooter e partimos rumo ao extremo sul da ilha, para visitar o incrível templo de Uluwatu no alto de uma falésia, com uma vista incrível do por do sol. Depois ainda passamos na praia, mas a maré estava cheia, então cobriu a areia deixando só pedras.
Bom para os surfistas aproveitando as ondas, criando uma linda fotografia para nós.

Jantamos no caminho de volta, churrasco de frutos do mar, com peixe assado e vegetais.

No outro dia ficamos mais tranquilos, fomos para uma praia perto do hotel e depois para ver o por do sol em outro templo, Tanah Loth, que fica num rochedo a 50 metros da praia, mas naquele momento inalcançável devido a maré cheia. Andamos pela costa, tirando belas fotos do lugar também, que tem como moradores ilustres muitos macacos, sendo que um deles tentou roubar minhas havaianas, mas eu briguei com ele e ele não conseguiu!

Jantamos em outro lugar legal, também frutos do mar e voltamos para aproveitar a piscina do hotel.

Nosso último dia no sul de Bali foi bem cheio, principalmente porque tivemos a boa ideia de reservar um passeio de dia inteiro que nos pegava no hotel e nos deixava no outro hotel, em Padang Bai, distante mais de uma hora de carro, o que nos economizou o táxi ou ônibus, e nos fez aproveitar o dia, primeiro andando com um capacete parecido com um escafandro no fundo do mar para ver vários peixes, depois passando pela vila de Ubud, plantações de arroz e um lugar muito legal, tipo um jardim-horta, onde pudemos experimentar vários tipos de chá e café da indonésia, inclusive o de vanila, que eu adorei.

Em um outro lugar no caminho também experimentamos o famoso, e tido como o mais caro do mundo, especial café de Lewak. Para produzir a super limitada quantia de 300kg ao ano, que é vendido e exportado pelo mundo, os produtores dão sementes selecionadas de café para um animal, que empresta seu nome ao café, e este passa pelo sistema digestivo deste mamífero, sendo estas sementes depois coletadas, limpas, torradas, secas e etc.
Sinceramente eu não gostei muito do café, achei meio forte, amargo e arenoso. Mas de qualquer forma não sou referência para um bom café, já que também não tenho um paladar apurado para vinho, chá ou cerveja.

No final do dia chegamos ao nosso hotel atrás do porto em Padang Bai, de onde sai a balsa para Lombok e também o fast boat para as 3 ilhas de Gili, nosso rumo imediato.

No nosso único dia inteiro nessa pacata e tranquila vila portuária nós fomos para a praia que, contrariando minhas expectativas por estar localizada há menos de 1km do porto, era maravilhosa, com areias brancas e águas calmas verdes e transparentes. Passamos algumas horas ali na sombra, nadando e fazendo snorkel, onde conseguimos ver vários peixes coloridos que não sei o nome, mas eram super bonitos.
Nessas duas noites nessa vila jantamos no mesmo restaurante, não porque não haviam outras opções, mas sim porque ele era espetacular e bem barato. Num dos dias, entradas com salada, e dois pratos de peixe assado com batatas, vegetais e arroz custaram no total, com sucos, 12 dólares apenas! No geral estamos gastando por dia 20 dólares para o quarto e 30 com comida e água, para os dois.

Hoje, sábado de carnaval no Brasil, 9 de fevereiro, acordamos cedo para pegar o fast boat para Gili Teawangan, onde ficaremos alguns dias. O preço inicial desta curta viagem de 60km em uma hora era de 65 dólares, mas após andar e barganhar em alguns lugares, conseguimos comprar os bilhetes por 20 só, o que é ótimo pois nossa alternativa era pegar primeiro pegar a balsa para a ilha grande de Lombok trajeto que dura mais de quatro horas, em seguida pegar um ônibus local para outro porto, mais uma hora e meia, e por último outro barco local, mais uma hora. Seria o dia inteiro só para chegar lá, custando no total 15 dólares, e nós vamos gastar só uma hora, por 5 dólares a mais.

Escrevo agora deste barco rápido, bastante empolgado para chegar nesta pequena ilha paradisíaca, de 2.5 km de altura por 2km de largura, onde dizem que é um dos melhores lugares para mergulhar na região.

É isso aí, rumo a Gili, e até o próximo capítulo.

Um grande abraço!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

S02E13 - Uma nova aventura pelo sudeste asiático

Alô amigos!

Após um longo tempo de preguiça volto a postar aqui, não porque pouca coisa interessante aconteceu neste tempo mas sim porque eu gosto muito mais de escrever para contar minhas aventuras (e desventuras) enquanto estou viajando!

Dessa vez os destinos são: Cingapura, Indonésia e Malásia. Acompanhado da Chantal, vamos fugir do frio e da poluição de Beijing e nos refugiar no quente, úmido e agradável clima tropical das ilhas do pacífico.

Partimos depois de almoçar em Beijing, no dia primeiro de fevereiro, para pegar o trem bala que liga beijing à esta impressionante e enorme cidade quase no litoral,120 km da capital, que é Tianjin.
Esta distância foi percorrida em pouco mais de meia hora, à uma velocidade constante de 290 km/h!! Eu nunca tinha andado num trem de alta velocidade antes,e minha sensação foi de que estávamos à uma velocidade normal, pois ele é completamente estável!

Após alguma dificuldade chegamos ao nosso hostel, um pouco ao norte do centro da cidade. Deixamos as mochilas e saímos para andar um pouco pela cidade, passando por umas ruas tradicionais, a Drum Tower, e várias construções européias, perto do centro e do rio (congelado) que corta a cidade de norte a sul.

Jantamos perto do hostel e voltamos para dormir cedo, já que nosso voo partiria às 9h do dia seguinte. No geral, gostei bastante de Tianjin, que é bem pouco turística, mas bem plana, calma e bonita. As pessoas aqui são também mais educadas do que em Beijing.

Cingapura, onde ficamos quase 3 dias, é uma cidade mesmo incrível! Eu não tinha ideia, pois achava que era só mais uma enorme metrópole tipo cidade-porto, moderna, mas sem nada demais. Me enganei. Apesar de bem cara para quem mora na China, é uma cidade bem organizada, limpa, bonita e também turística. Muito verde,e situada na costa no extremo sul da principal ilha da Malásia, é possível ficar dias aqui, passeando por seus parques, jardins, parques temáticos (como um da Universal), ruas charmosas, prédios ultra modernos e sua costa,onde fica por exemplo o "Gardens of the Bay" (olhem no google imagens as fotos do lugar), que é um jardim gigante com torres imitando árvores, que ficam iluminadas durante a noite, incrível!

Andamos bastante pela cidade, comemos em restaurante indiano, tailandês e típico de cingapura. Fomos também num café-arte com um conceito bem legal. Além do lugar bem agradável, com cafés, chás e bolinhos, eles também oferecem para os clientes uma tela em branco e tinta, de graça, para eles pintarem antes ou enquanto apreciam as bebidas.  Caro? Para o padrão de Cingapura não mesmo. Eu pedi um chocolate quente com nozes, acompanhado de biscoitos e água, por 7 dólares.

No outro dia fomos para o maravilhoso Botanic Garden, e dentro dele no num jardim de orquídeas bem bonito também.

Almoçamos num típico Hot Pot chinês, com uma antiga amiga da Chantal que mora lá e trabalha na Força área de Cingapura, passamos no nosso hostel (ótimo aliás, chamado TravellersSG), e partimos para pegar o voo para Bali, indonésia.

Fiquei com uma ótima impressão de Singapura, e com certeza poderia ter ficado mais tempo por lá.
Escrevo agora do avião, quase pousando em Bali. Assim que eu tiver tempo coloco fotos de Cingapura no álbum do Facebook. Até lá deem uma olhada nas fotos que vou postando.

Um abraço, e até o próximo capítulo!

Foto do nosso hotel aqui em Bali


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

S02E11 - A pressão social na China


Sociedade Chinesa - Três estágios de pressão social que transformaram a China em um dos países mais tristes do mundo



Para aqueles que vivem fora da sociedade chinesa moderna, a pressão da sociedade durante todas as fases da vida pode ser um tema interessante. Mas para os chineses que confrontam as dificuldades de viver nesta sociedade, essa pressão pode ser a razão de depressão, infelicidade, e ainda outros importantes problemas psicológicos. Se o governo está ciente deste grave problema social, é difícil ver qualquer tentativa de mudar a situação.

A Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) fez um estudo com 40 países, e os resultados mostram que chineses e húngaros são os povos mais infelizes entre os países pesquisados. Como explicar um país que se tornará, mais cedo que podemos imaginar, a primeira economia do mundo, e ao mesmo tempo tem uma das sociedades mais infelizes?

Em um ponto de vista de um estrangeiro vivendo e viajando ao redor da China por um tempo, nós poderíamos facilmente listar pelo menos três momentos importantes de pressão social, em diferentes fases da vida, mas nenhum deles menos importante do que os outros. Poderíamos chamá-los de pressão do estudo, pressão do trabalho e pressão do casamento.

A pressão dos estudos

Durante toda a infância e adolescência os chineses sofrem sua primeira importante pressão social, vindo principalmente de seus pais e familiares, mas também de professores e colegas. A pressão para ser sempre o melhor na escola. Não apenas o suficiente para passar na de ano, para obter a nota 5, o bom, ou "Parabéns" do professor. Não, as crianças devem perseguir o excelente, o 10, devem ser sempre o melhor de suas classes, caso contrário, vão começar s sentir que fracassaram. Este ambiente extremamente competitivo, ainda em uma etapa tão jovem da vida, tornam muitas crianças estressadas e criam anomalias como por exemplo escolas que oferecem estimulantes (drogas), durante a preparação para os exames, na tentativa de ajudar seus alunos a alcançar as melhores notas. E estamos falando de adolescentes de 16 ou 17 anos.


Em uma sociedade de mais de um bilhão de pessoas, se você não puder entrar em uma universidade de ponta, muito provavelmente você vai ter mais problemas para conseguir um bom emprego, um bom salário e deixar sua família orgulhosa de você. Portanto, a mensagem de que as famílias chinesas estão passando aos seus filhos, desde o início, é: estude muito, todos os dias, fazendo todos os sacrifícios necessários, seja o melhor. Só assim você vai passar com sucesso por esta primeira fase de pressão social.

Andando em um domingo ensolarado no Palácio de Verão, um dos lugares mais bonitos de Pequim, um sorridente menino de 7 anos de idade veio conversar comigo, orgulhoso de praticar seu Inglês com um estrangeiro, como eu. Depois de pedir para tirar uma foto comigo, ele contou um pouco de sua vida para mim, dizendo que seu pai o ensina Inglês todas as noites durante a semana (que é o único momento do dia em que ele não tem aulas ou outras atividades da escola). Ele também tem aulas de inglês com o pai todo domingo à tardo. Ele tem apenas 7 anos de idade, e eu tive a impressão de que ele não tem muito tempo para brincar ou fazer amigos. Mas ele estava feliz com esse tipo de vida, talvez porque ele nunca teve a chance de ver como poderia ser diferente. Talvez agora, em sua infância, ele não consiga sentir esta pressão social, e a tome como natural em sua vida. Mas muito provavelmente ele a sentirá, em alguns anos.

A pressão do trabalho

O segundo momento de grande pressão social é a pressão de trabalho. Em um mercado de trabalho composto por centenas de milhões de trabalhadores, é sempre um desafio conseguir um bom emprego. Assim, a pressão dos estudos torna-se a pressão do trabalho, quando recém-graduados tentam encontrar as melhores posições no mercado. Com tantos formandos a cada ano, as melhores empresas podem escolher apenas o melhor entre os melhores. Enquanto poucos têm sucesso, muitos vão sentir que falharam novamente ao na tentativa de alcançar uma carreira de sucesso, que lhes permitiria ganhar dinheiro para sustentar suas famílias e seus pais. Mas como essa pressão do trabalho é diferente da pressão nos outros países-capitalista ao redor do mundo? Devido ao seu modelo de desenvolvimento econômico focado na indústria, o mercado na China é extremamente dinâmico e exigente. Infelizmente, não é raro ouvir casos de trabalhadores com depressão, tristes ou até mesmo que cometeram suicídio.


Esta pressão do trabalho não se limita ao ambiente fabril, mas também se estende para todos os outros setores, incluindo o enorme e importantíssimo setor de TI, com milhões de pessoas que lutam para conseguir as melhores posições de trabalho. E se bons empregos significam bons salários, este ambiente competitivo também torna os adultos estressados, infelizes, e sentindo que eles são apenas peças numa grande máquina de desenvolvimento econômico acelerado chinês.

A pressão do casamento

O terceiro principal momento de pressão da sociedade chinesa é a intrínseca relação com sua cultura tradicional. Há muitas gerações, é o filho adulto que tem a responsabilidade de cuidar de seus pais, enquanto a filha se tornará parte da família de seu marido. É claro que isto mudou bastante nos últimos anos, mas o que não mudou tanto é este sexismo das famílias, refletido em quase toda a sociedade, delegando ao homem carregar mais esta pressão e responsabilidade.

Uma nítida comprovação desta diferente tratativa com os dois gêneros é, por exemplo, a regulamentação de que, na maioria das áreas rurais, as famílias têm permissão para ter um segundo filho caso tenham uma menina. Ao que parece, o que o governo está dizendo para a sociedade, com esta política de controle de natalidade, é "você não teve muita sorte, então você pode tentar novamente".

Esta preferência para ter filhos em vez de filhas, somado à esta política de controle de natalidade, cria uma distorção no perfil demográfico da sociedade chinesa. Atualmente o país tem 34 milhões de homens a mais do que mulheres. Com uma concorrência tão grande, muitos têm encontrado grande dificuldade para conseguir se casar, um dos pilares da sociedade familiar chinesa.


Como resultado, para ambos os sexos, é que os homens são pressionados a encontrar boas esposas, além de ter um bom emprego e sustentar sua família, incluindo seus pais. Mulheres são pressionadas a encontrar um bom marido e ter filhos, homens.

Esta terceira etapa de pressão, a pressão para se casar e ter uma família, de preferência com um filho, o casal vai carregar para o resto de suas vidas. As outras duas pressões sobre seus filhos, que os pais também carregam, são somadas a esta pressão de um casamento bem-sucedido, porque o fracasso de seus filhos em serem os melhores na escola e no trabalho é também uma vergonha para suas famílias e seus pais. Vale a pena ressaltar que isto faz com que muitas famílias estejam realmente preocupadas em dar uma boa educação aos seus filhos, em comparação com outros países, como o Brasil. O problema é que esta preocupação na maioria das vezes é exagerada, e se transforma em uma pressão sobre seus filhos. A mesma pressão que os pais receberam quando criança.

Outro resultado desta pressão do casamento é que a porcentagem de divórcio na China é muito baixa, embora seja crescente nos últimos anos. Apenas uma década atrás, os casais precisavam de autorização por escrito de seus empregadores ou comissões de moradores para pedir o divórcio. Um "casamento vazio" ainda é uma das principais razões de depressão e tristeza.

Como a pressão social traz tristeza

Estas três fases principais de pressão - estudo, trabalho e casamento - não representam toda a pressão da sociedade na China. Há também não outras pressões não mencionadas, mas ainda sim importantes, como a pressão para ser bem sucedido e rico; a pressão do governo que censura o que os cidadãos devem, e não devem, ler, pensar, ouvir e dizer, principalmente na internet; a pressão contra a democracia, não permitindo o sufrágio universal; a pressão para transformar o mandarim na língua oficial, mesmo em províncias que têm a sua própria língua há séculos; a pressão sobre as meninas para serem inteligentes e bonitas (não tão diferente do resto do mundo); e ainda outros exemplos de pressão social.


Em uma economia extremamente dinâmica, que tem levado centenas de milhões de pessoas do campo para as cidades, com grande desenvolvimento material,  nas últimas décadas, os desejos e aspirações individuais são postos em segundo plano, enquanto as políticas para toda a nação tem prioridade. No país mais populoso do mundo, com pressão de todos os lados, é difícil o indivíduo ser notado, ser diferente. É quase um paradoxo tentar ter a sua própria personalidade e individualidade - um desejo intrínseco do ser humano - em uma sociedade comunista onde o indivíduo não deve jamais prevalecer sobre a vontade do povo.

Não é preciso explicar como a pressão da sociedade gera estresse e depressão. E como esses sentimentos tornam as pessoas mais tristes, mesmo em uma economia dinâmica e em crescimento como o a chinesa. Por outro lado, o que deve ser discutido é qual seu objetivo, e se alcançá-lo justifica os meios tomados para tal. Em outras palavras, este modelo econômico orientado para o público suprime os desejos individuais, criando diferentes tipos de pressão da sociedade e a tornando mais triste. Este objetivo principal, que é transformar a China em um país mais igualitário e desenvolvido, a partir do modelo econômico adotado, também é responsável por gerar tristeza em grande parte de sua população. Será que neste caso o fim justifica os meios? Há alternativas?


Uma possível resposta é que parte desta pressão já está mudando. Há mais liberdade individual do que havia antes, e os jovens não se importam mais tanto com a opinião de seus pais como seus pais se importavam. A ocidentalização pela qual o país tem passado, resultado da globalização extrema, também está transformando parte da cultura arcaica chinesa, ainda que com atraso, principalmente no que tange o machismo. Mas essas mudanças são lentas, e não mostram efeitos no curto prazo. São necessárias décadas para constatar se os desejos individuais e a mudança nas pressões sociais podem construir uma sociedade chinesa igualitária,  desenvolvida e, não menos importante, mais feliz.

Francisco C. Assumpção

segunda-feira, 16 de julho de 2012

S02E10 - Laos - Vientiane e Caverna de Kong Lo

Sabadii!!

Continuando o relato desta inesperada e incrível viagem para Laos, chegamos em Vientiane, capital do país, e dormimos um dia lá para pegar o ônibus cedo para a vila de Kong Lo.
Neste primeiro dia em Vientiane não fizemos muita coisa. Andamos um pouco pela cidade, pela orla do rio Mekong, que vem nos acompanhando durante toda a viagem, e jantamos num restaurante bem legal perto da nossa Guest House (Mixay Paradise). Aliás, recomendo essa guesthouse. É bem localizada, e o preço com café-da-manhã é bom também.

No dia seguinte pegamos o ônibus, por mais de 7 horas, para a vila de Kong Lo, que fica no centro do país, já a caminho de quem vai para o extremo sul, rumo à 4.000 islands, um lugar maravilhoso, quase já na fronteira com Camboja ao sul, e que infelizmente não conseguimos visitar dessa vez, pois levaria mais uns 3 ou 4 dias tudo isso.

Bom, chegamos no final da tarde na vila de Kong Lo, que já nos surpreendeu com a beleza (já coloquei fotos num álbum no facebook, vejam!). Campos de arroz com montanhas ao fundo, palafitas, rios, céu claro. Muito bonito, mesmo! Foi o lugar mais bonito que vi em Laos nessa viagem.

Uma coisa curiosa aconteceu na viagem de ônibus de Vientiane para Kong Lo Village. No meio do caminho uma das portas das bagagens se abriu e duas malas voaram pela estrada. Adivinhem quais duas malas? A minha e a da Chantal! Nós gritamos e o motorista parou o ônibus. Descemos e fomos recuperar as malas. A minha estava perto, no meio da estrada, e sem avarias. A mala da Chantal, praticamente destruída, estava numa moita, mais de 500 metros atrás! Pelo menos recuperamos as coisas, certo? Continuamos viagem e chegamos algumas horas depois.

Ah, esqueci de dizer que fomos junto com Robert e Christine, que reencontramos em Vientiane. Em Kong Lo achamos uma guesthouse com uma vista simplesmente espetacular, quartos ótimos e bem confortável.
Jantamos numa outra guesthouse próxima e fomos dormir. 
No dia seguinte cedo andamos pela estrada e pela floresta por 1 km até o ponto de onde saem os barcos para a caverna. Encontramos outros viajantes e, em 8 pessoas, dividimo-nos em 3 barcos. Cada barco com no máximo 3 pessoas mais 2 guias. Um na frente iluminando o caminho e o outro atrás manejando o motor.

Em poucas palavras, o passeio por 7 km caverna a dentro foi demais, um pouco assustador, bem legal!
No meio da caverna paramos numa ilha para ver estalagtites e estalagmites, e depois continuamos. Foi uma experiência e tanto!

Voltamos no final da tarde, e saímos para andar pelos campos de arroz e pela vila de palafitas ao lado da nossa guesthous. Ao entrarmos nessa vila, cheia de ruas estreitas de lama, minha impressão foi de que poucos ou nenhum viajante entra lá. Todos os locais nos olhavam como se fossemos bichos num zoológico, nos cumprimentando. E as crianças vinham correndo brincar com a gente. Mais uma experiência de vida, ver como mesmo tão pobres (eu digo, sem riquezas materiais), ainda sim eles vivem bem, e felizes, num lugar paradisíaco.

Vimos o por-do-sol literalmente no meio de um campo de arroz, e voltamos para jantar com outros viajantes que encontramos, numa outra guesthouse perto da que estávamos hospedados.

No dia seguinte, antes das 7h, pegamos o ônibus de volta para Vientiane, um pouco sentidos por ter que deixar aquele lugar maravilhoso, com belas paisagens e uma sensação de tranquilidade indescritível.

Bom, chegamos de volta em Vientiane por volta das 14h. O resto do dia andamos um pouco pela cidade e jantamos um peixe assado na brasa num lugar bem legal e barato, que estava ótimo!

No dia seguinte de manhã fui à embaixada da China fazer o pedido do visto. Paguei 52USD para ficar pronto no dia seguinte. voltei para o hostel, alugamos uma moto automática e fomos para o Buda Park, que fica há uns 25km de distância da cidade. O lugar é pequeno, mas bem impressionante, com estátuas gigantes de cimento e pedra de divindades, animais, do buda, etc. Passamos o resto do dia lá, almoçamos num restaurante ao lado. Todo o lugar fica logo em frente ao rio, e na outra margem desse rio já é a Tailândia!

A noite andamos um pouco pelo night market local, também na orla do rio, e jantamos num lugar perto do nosso hostel, onde encontramos por acaso o mesmo grupo de senhores australianos e viajantes que tínhamos encontrado na vila de Kong Lo! Após muitas histórias de vida e aventuras, voltamos cansados para o hostel.

No dia seguinte, dia 12 de julho, quinta, a Chantal pegou um voo para Malásia, seguindo viagem depois para Sri Lanka, e eu peguei meu visto (uhuu) e às 13h um ônibus para Kunming (China), com quase 30 horas de viagem bem cansativa, mas novamente num ônibus leito!

Em Kunming tive problemas para conseguir comprar bilhetes de trens, todos lotados para os próximos vários dias, então acabei comprando passagem de avião para domingo. Com isso tive o sábado livre para andar bastante pela cidade, entrar em alguns parques, sendo o mais legal que eu fui o parque do Green Lake, perto do hostel que fiquei (Lost Garden, vale a dica!).
O parque tem lagos bonitos, muito bambu, bem estilo chinês mesmo. Um senhor de uns 70 anos sentou-se ao meu lado para conversar, falando sobre a vida e me perguntando várias coisas. Foi mais uma experiência. Jantei na rua e voltei para dormir no hostel.
No domingo peguei um ônibus para o distante novo e suntuoso aeroporto de Kunming, e depois de poucas horas, aterrissei novamente em Beijing, e depois de mais uma hora de metrô e ônibus, cheguei finalmente em casa.

Hoje, segunda-feira, 16 de julho, completo exatos dois meses aqui na China. Tantas coisas já passaram, tanta coisa já fiz, e ainda sim só passaram dois meses. Valeu mais essa impressionante experiência de viagem ao Laos! Vou sentir saudade das pessoas que conheci na viagem, principalmente de Robert e Christine, que nos acompanharam por quase todos os lugares.

Agora é voltar à rotina (ou falta de rotina), das aulas de chinês, busca de trabalhos, futebol aos fds, baladas e novos amigos!

Fotos nos álbuns de Kong Lo e Vientiane no facebook!

Zàijiàn!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

S02E09 - Primeiros dias em Laos (Luang Prabang e Vang Vieng)

Sabadiiiii!!! (oiii em Lao)



Depois de uma longa mas não tão cansativa viagem de Kunming até Luang Prabang, no norte do Laos, de ônibus, por mais de 24 horas, cheguei no domingo dia 01 de Julho, a noite.

Esta pequena cidade de Laos era a antiga capital, e é marcada por seus mais de 35 templos, sua beleza natural em volta e sua religiosidade budista e tranquilidade, já que às onze da noite tudo se fecha na cidade, e (em teoria) não é permitido você ficar andando pela cidade e chegar no seu hostel após a meia noite.

As mulheres tem que se vestir propriamente, ou seja, sem mostrar muito os braços e as pernas, principalmente dentro dos templos, e de modo algum elas podem tocar nos vários monges budistas andando pela cidade com suas vestes laranjas.

Nesses dois dias em Luang Prabang encontrei com a Chantal e um casal de alemães que estão viajando juntos pelo mundo por um ano! (Robert e Crisy). Vamos sentir saudades deles, já que viajamos juntos por quase todo o resto do tempo em Laos.
Na primeira noite fomos jantar no night market e andamos pela cidade. A comida é extremamente barata aqui. A cotação é 1 euro = 10.000 kip. E gastávamos em média 10 a 15 mil kips no jantar! Barato né?

No dia seguinte, segunda, pegamos um tuk tuk (moto improvisada com uma caçamba coberta para virar um "táxi", para uma cachoeira incrível há uma hora de distância da cidade. Passamos o dia lá, subindo a trilha e até entramos em baixo da cachoeira, e voltamos no final do dia. Na terça alugamos umas bicicletas e ficamos andando pela cidade, visitando templos, fomos até a estação de ônibus comprar nossas passagens para Vang Vieng (próximo destino) e coisas do tipo. A rua principal da cidade tem vários restaurantes e lojas bem legais, e fica bem movimentada a noite, com locais e turistas, quando fecham parte da rua e a transformam num mercado de roupas, souvenirs, comidas, etc.
Fiquei impressionado como muita gente por aqui fala inglês (turismo crescendo!), principalmente porque o alfabeto de Lao é completamente diferente do inglês, e a pronúncia também. Interessante pensar que o turismo em Laos só começou pra valer em 1990, ou seja, é muito recente!
Mas a cada ano mais e mais gente está vindo para esse país, que tem uma floresta muito preservada. Na verdade o país inteiro pode ser dividido em floresta com montanhas e plantações de arroz, com algumas casas e vilas perdidas no meio..
Na terça a noite fomos num bar chamado Utopia, muito legal, que fica na beira do rio de lá

Bom, na quarta pegamos o ônibus cedo para Vang Vieng. Uma longa e cansativa e enjoada viagem de umas 7 horas, até essa cidade, que é destino certo de todos os jovens viajantes, porque tem um rio-balada aqui.
A coisa funciona assim, você pega um tuk tuk até um lugar há uns 15km ao norte da cidade, e começa a descer o rio de boia-cross. No caminho, no rio, há vários bares onde você vai parando, fica umas horas, e volta para o rio, para parar no próximo bar. Os bares tem atrações como escorregador para a água, tirolesa, cordas, trampolins, colchão de ar etc. Cada bar tem uma especialidade, portanto é legar tentar parar em vários diferentes. O passeio dura o dia todo também, e o aluguel da boia custa 55mil kip. Vale bem a pena! Fizemos esse passeio na quinta.
Na sexta nos separamos por um dia de Robert e Crisy e fomos fazer um kaiake, no mesmo rio do boia-cross. O legal dessa vez é que antes do caiaque você faz um boia-cross dentro de uma caverna, bem legal, que me lembrou um pouco um trem-fantasma de parque de diversões. O almoço é incluído feito pelos guias, e o kaiaque de volta para a cidade demora mais umas duas horas. Valeu muito a pena também. O único revés é que nos queimamos muito no sol, porque era um kaiaque aberto. No caminho também viramos o kaiaque duas vezes, hehehe. Mas estávamos com colete salva-vidas, e o rio era bem tranquilo, e com guias nos acompanhando todo o tempo também!

Legal de Vang Vieng também é que tem uma party-island (ilha-balada)!! Sim, no meio do rio, com vários bares bem movimentados a noite (os templos budistas não ficam muito longe também... hehe).
O bar que escolhemos ir nesse dia foi o Smile, e a frase deles, estampada em várias camisetas dos turistas por toda a cidade, é: "Smile Bar: Drink Triple, See double, Act Single"!! hahaha, muito bom!

No sábado acordamos cedo para pegar o ônibus para descer mais ao sul do país, para a capital Vientiane (não confundam com Vietnã). A cidade de Vientiane fica na fronteira com a Tailândia, e é meio que um ponto de parada obrigatório, porque liga todas as outras cidades turísticas do norte ao sul de Laos. Em Vientiane encontramos novamente Robert e Crisy!

De Vientiane fomos para a caverna e voltamos. Mas isso fica para o próximo capítulo.
Agora já estou voltando para Beijing, mas conto essa aventura também no próximo.

Um abraço a todos e vou colocando as fotos no facebook. Quem não conseguir acessar (já que as fotos só podem ser vistas por amigos), me adicione lá! Francisco Assumpção

Zàijiàn! Kopchái!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

S02E08 - Indo para Laos, primeira parada: Kunming

Nimen hao!

Não, vocês não leram o título errado! Estou indo viajar por umas três semanas para Laos, e aproveito para renovar meu visto de turista da china, já que o de estudante ainda não saiu e está dando trabalho.

Nesta última sexta trabalhei de manhã, passei para pegar meu passaporte no PSB e fui direto para o aeroporto. Meu voo atrasou quase três horas e acabei chegando muito mais tarde do que o planejado em Kunming, uma enorme cidade com quase 9 milhões de pessoas bem no sul da China, na província de Yunan. Meu plano inicial era tentar pegar um ônibus sentido sul já na mesma noite, mas como cheguei tarde não era mais possível.

Para complicar, o aeroporto que cheguei não era o que eu pensava, dentro da cidade, mas sim ficava quase vinte km do centro! Minha "sorte" foi encontrar dois irmãos americanos muito gente boa, tão (ou mais) perdidos que eu, que toparam dividir um táxi até a cidade, já que não tinha outro jeito de ir. O táxi foi caro, 120kuai, e fiquei feliz de dividir e pagar "só" 40. Como não tinha nada reservado acabei indo para o hostel (bom) que eles estavam. Cheguei, dormi e acordei logo às 6h para ir para a rodoviária tentar comprar uma passagem.

Minha segunda surpresa foi descobrir que, primeiro, têm 3 rodoviárias aqui, e segundo, a rodoviária sul, que eu tinha que ir, não era onde eu imaginava. Peguei dois ônibus de linha, e mais de uma hora e meia depois cheguei na rodoviária. O curioso foi que no segundo ônibus eu não tinha dinheiro trocado, e como também não há cobrador (só uma caixa para depositar a grana) o motorista me levou sem pagar o "absurdo" valor de 2kuai, hehe.

Bom, chegando na rodo minha dúvida era saber se tinha lugar, para quando, e se eu conseguiria pegar um ônibus direto até meu primeiro destino em Laos, ou se precisaria pegar um ônibus até Jinghong (mais ao sul da China) e de lá tentar comprar o trecho seguinte.

Felizmente consegui uma passagem direto para a cidade de Luang Prabang, no centro norte de Laos. O único porém é que só há um ônibus partindo por dia, às 18h30. Como ainda era umas 9h, eu ainda tinha muito tempo para mofar, hm quero dizer, aproveitar, na rodoviária daqui, já que de jeito nenhum eu faria a "viagem de volta" até o centro de kunming para voltar a tarde.

Aproveitei para andar um pouco pelas ruas em volta, comer, e comprar algumas coisas como shampo e pasta num shopping gigaaante que tem aqui do lado. O curioso desse "shopping" é que ele tem cinco andares e cada um é especializado em alguma coisa. Um andar inteiro, por exemplo, só de sapatos, com dezenas (ou centenas, não sei) de pequenas lojas vendendo praticamente a mesma coisa! Não entendi muito o sentido, e o lugar inteiro estava bem vazio para padrões chineses. Mas fiquei contente de ver que meu chinês está melhorando e já consigo me virar para essas coisas de fazer compras, pedir comida, pegar ônibus, comprar passagem e etc!

Depois de comprar algumas coisas voltei para a rodoviária passar a tarde até o horário do ônibus. Minha sorte é que trouxe meu note, com alguns episódios da última temporada deHouse que ajudaram a passar o tempo.

Bom, peguei o ônibus às 18h30, com previsão de chegar no dia seguinte (domingo) às 22:30, ou seja, após mais de 28 horas de viagem. Cansativo? Talvez, mas nessa altura da vida já estou "vacinado" para essas viagens longas, hehe. Algumas que já fiz:
- 54 horas de Campinas até são luís do maranhão. Ônibus sem ar condicionado.
- 26 horas Campinas para Corumbá-MS, pegando logo em seguida o trem da morte para Santa Cruz (Bolívia), com mais24 horas.
- 44 horas de Campinas até Belém, com a volta também de ônibus para Brasília.
- 22 horas para Porto Alegre, no FSM em 2005, e volta, de ônibus.
- 3 dias, parando para dormir, de São Carlos até Prado-BA, de carro.
- 48 horas de trem na última classe possível (banco, luzes acesas, completamente lotado) para Lhasa, Tibet, em 2009. A volta demorou a mesma coisa, para Chengdu.
- 24 horas de São Carlos até Pantanal, de caminhonete, onde paramos, se bem me lembro, apenas duas vezes para ir ao banheiro.
- 26 horas de carro, praticamente direto, de Fort Wayne, até mesa verde, nos EUA.
- 3 dias de uyuni (bolívia) até buenos aires, de ônibus, parando para dormir uma noite. Detalhe. No começo da viagem um rio transbordou, e ficamos parados na estrada, no meio do nada, por 10 horas, até sermos "salvos" por um trem que passou ao lado e nos deu carona, não sem antes ter que atravessar o rio com água até os joelhos e carregando nossas malas, para conseguir subir no trem.
... E mais outras viagens longas que
também valeram a pena.

Qual é o segredo? Paciência, imaginação, desprendimento com muita higiene e, se puder, leve um (ou mais) bom livro com você!
E assim foi o primeiro trecho da viagem para Laos, que começou na sexta a tarde em Beijing, e acabou no domingo a noite em Luang Prabang!

Até o próximo capítulo!
Zaijian!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

S02E07 - Primeiro mês em Beijing

Nimen hao!
a muralha no dia do TEDx China

Se eu demorei para escrever esse capítulo definitivamente não foi por falta de assunto, muito pelo contrário! É que esse primeiro mês aqui (completado no dia 16/6) foi tão corrido que não consegui parar para escrever. E passou tão rápido, pelo menos para mim, que não faria mesmo sentido se eu fosse ficar apenas até agosto. O plano, pelo menos por hora, é ficar até o final do ano.

Uma das primeiras providências que tomei foi em relação ao meu visto. Logo na minha segunda terceira semana aqui já me inscrevi numa escola de chinês, onde tenho aula de segunda a sexta das 18 às 19h30, e assim consegui pedir um visto por 6 meses. É para eu receber meu passaporte de volta com o novo visto nesta quarta, mas estou um pouco apreensivo com esta história dos estrangeiros por aqui, tem ficado mais difícil de conseguir um visto. Espero que de certo pois meu visto de turismo expirou no último dia 16, hehehe.

Bom, fora isso consegui um quarto legal aqui em wudaokou, um bairro bem universitário aqui no nordeste de Beijing. Divido o apê com Leon (chinês), Jairo (colombiano) e Moea (francesa).
Minhas aulas de chinês estão um pouco difíceis porque entrei numa turma que está estudando todos os dias há oito meses. Mas aos poucos vou conseguindo acompanhar a sala.

Aqui em wudaokou (wdk) tem muitos bares e baladas diferentes e já fui em muitos lugares diferentes. Uma curiosidade. Numa das baladas aqui (wu club) eles cobram entrada para chineses mas não para estrangeiros! Eu sei que não é justo, mas adorei isso, já que pra quase todo o resto acontece o contrário.

Quanto a comida estou conseguindo me virar bem. Já matei a saudade de quase tudo que eu gostava de comer em Chengdu (principalmente Jiaozi e hotpot). Miguel ainda não achei o arroz frito da Vandame street! Contínuo na busca, haha! De modo geral os chineses colocam pimenta na comida da mesma forma que colocamos sal, que os italianos colocam azeite, os americanos molho barbecue, etc.. Ou seja, muito!
Eu dei muita risada quando fomos semana passada num restaurante bem legal aqui, onde você escolhe várias carnes e vegetais e eles fritam tudo e te servem na mesa numa frigideira gigante. O engraçado era a escala de pimenta que você podia optar como tempero. Partindo de extremamente apimentado, muito apimentado, apimentado, ok, pouco apimentado e muito pouco apimentado! Reparem, não tem na escala a opção sem pimenta! Demais isso não? Claro que pedimos muito pouco apimentado, mas mesmo assim estava forte pra mim!

Outra coisa boa com relação a comida é o preço dos restaurantes japoneses (que eu adoro). Você gasta entre 22 a 58 kuai em bons restaurantes! (pra ter uma ideia em real, dividam por três)

Outra coisa muito boa é o chá gelado chinês, que é ótimo, saudável e barato! E também as frutas. Lichias (com x ou ch?) e cerejas, por exemplo, que aqui são muito mais baratas que no Brasil.

Trabalho: Por enquanto tenho conseguido pagar as contas através de uns freelas, geralmente relacionados a revisão de traduções para português, teste de celular, edição de gravações e coisas do tipo. Até que eles pagam bem. Já recebi de 60kuai até 150kuai por hora.
Ah, até um trabalho de figurante em comercial de tv eu consegui! 
Continuo procurando trabalhos mais relacionados à minha área (que é...?), mas confesso que se eu conseguir vou sentir falta desta liberdade, falta de rotina e poder escolher quando e se trabalhar, que tenho agora com esses freelancer. E querem saber a verdade? Acho que ganho mais com esses freelas do que num trabalho full time. Mas claro, sem a tranquilidade de saber que no fim do mês sempre cai o salário. Tenho sempre que ficar atento e procurando novos trabalhos e novas coisas pra fazer, o que por um lado é estimulante e até agora tem dado certo.

Estou jogando futebol todo domingo a tarde, num time formado por estrangeiros e chineses. Tínhamos ganhado todos os jogos até este último domingo, quando perdemos por 3 a 2 de um time de africanos. De qualquer modo é sempre divertido, o campo é perto de casa (vou de bicicleta) e também conheço muita gente nova sempre.

Outra experiência bem legal que tive aqui, e merece um relato parte quando eu tiver tempo foi participar do TEDx na muralha da china, com palestrantes de todo o mundo falando sobre temas bem diversos como meio ambiente, felicidade, vinho, desenvolvimento chinês, empreendedorismo, escultura e outros tantos temas. Foi um sábado incrível onde conheci gente de todo lugar, como uma americana que trabalha na fundação Bill e Melinda Gates na China, e já conversou bastante com "o cara". O ponto alto do evento foi brindar com champanhe no por do sol no alto da muralha, ouvindo cartas inéditas que Gandhi escreveu na prisão! Demais!
Mas depois dou detalhes e mando fotos desse dia fantástico. Só é curioso pensar que foi a segunda vez que fui na muralha da China, sendo que só fui uma vez no Cristo por exemplo.

Fora a muralha, outro passeio mais turístico que fiz foi passar o dia no Summer Palace, que era o jardim dos imperadores, com um lago enorme e palácios e templos em volta. É um lugar que deve ser visitado em Beijing, e que eu não tinha conseguido ir na última vez que estive aqui, em 2009.

Bom, de forma bem resumida esse foi meu primeiro bem movimentado mês de volta à China, desta vez não mais na cidade da pimenta, mas nessa capital gigante, poluída mas tão interessante que é Beijing.

Se eu ainda tinha alguma dúvida se foi uma boa decisão vir para cá, acho que a perdi em algum lugar por aí, e não tenho nenhuma vontade de encontrá-la!

Grande abraço!
Zàijiàn!

fotos:

 noite em Guomao

 hotpot: você escolhe o que quer comer, eles trazem e você cozinha na própria mesa

há vários prédios com arquitetura interessante aqui em Beijing, como esse do canal de TV CCTV 

campos de futebol onde participei do EuroCup 2012 Adidas representando a França 

Minha bicicleta usada (150 rmb) 

Performance de Wushu e Taiji na Universidade de Línguas aqui de Beijing 

Um dos palestrantes que gostei mais no TEDx, falando sobre o meio ambiente na China e o que o governo está fazendo para criar alternativas viáveis 

Labamba, um bar restaurante mexicano aqui em wdk que tem caneca de cerveja por 5rmb! 

Passagem do trêm em frente à estação de metrô aqui de wdk

terça-feira, 22 de maio de 2012

S02E06 - Primeiros dias em Beijing!

Nimen hao!

Após um voo tranquilo de frankfurt, mas que devido a troca de fuso (+6h em relação Frankfurt) não consegui dormir, finalmente cheguei ao meu destino final: Beijing, a importante capital da potência China!
Logo já peguei o trem expresso e fui para a casa de Egon, um chinês que me hospedou por alguns dias e encontrei no site couchsurfing. Ele foi muito legal e preparou um 'quartinho' para mim, onde fiquei até o último domingo (4 dias). O apê dele é muito legal, o único porém é que era meio longe do centro e de muita coisa.

Bom, nesses primeiros dias aproveitei para reencontrar alguns amigos que estão morando aqui (olha aí Grafite, você está no blog!). Saí vários dias a noite, em restaurantes, bares, baladas e fui até num KTV. E olha, me diverti bastante no KTV, sério, mais do que eu imaginava.

Também aproveitei para buscar um apartamento e fazer algumas entrevistas de trabalho e coisas do tipo.
Achei um quarto num apê de 4 quartos, no bairro de wudaokou, que é melhor localizado e bem universitário (digamos, é Barão Geraldo de Beijing, hehehe). Divido o apê com um colombiano, um chinês e uma americana. O quarto é pequeno, e a janela dá para o corredor, mas tem ar-condicionado, a cama é boa, escrivaninha, cômoda.. E o preço (caro como todos os quartos nessa região), está bom pelo que ouvi falar.

Também andei bastante pela cidade, que é gigante mesmo. Não estou nem comparando com São Carlos ou Campinas. Estou comparando com São Paulo mesmo. Beijing é gigante, e confesso que não sei se é menor ou maior que a grande São Paulo.

Ah! E já consegui achar um grupo de futebol. No domingo fui jogar, uma hora da tarde, num time de estrangeiros com chineses (argentinos, chilenos, australiano, britânico, etc). Valeu pelo contato Grafite, o Stephan é muito gente boa! Entrei na meia direita, ou como diria o Miguel, na meia-cancha. Honrei a camisa brasileira, dei passes para gol e joguei bem, o tempo que aguentei. Já que tive que sair porque não estava em forma para jogar 90 minutos em campão. Mas logo pego o ritmo. Ganhamos de 4 a 0 de um time de chineses. O legal é que vamos jogar todo domingo a tarde. Tem também um outro campeonato de dia de semana, a noite, mas ainda estou pensando se vou participar, porque é razoavelmente longe daqui (mais de 1 hora de metrô). Veremos..

Também já achei uma escola de música, que aluga salas individuais com pianos (acústicos! não digitais) pela bagatela de 10RMB por hora (menos de 3 reais..). Estou pensando em ir lá uma ou duas vezes por semana para estudar, talvez umas 4 horas por semana.

Bom, já conheci bastante gente aqui também. Fiz uma entrevista que estou esperando resposta, tenho outra hoje, já comecei o trabalho com o Ricardo (77pb) no Brasil, e também já consegui um freelancer de editar vozes de computador em português para um software. Sabe quando você digita e o computador fala o que você digitou engraçado? Então, eu vou tentar deixar menos engraçado (ou não! hahaha).
É um trabalho de 8 a 10 horas, posso fazer em casa, e para parâmetros chineses, é bem pago (100 RMB por hora). Se você pensar que só esse trabalho paga metade do meu aluguel mensal..

Trabalho, casa, futebol, piano, novos amigos, balada,.. Bom, estou começando a ter uma nova vida aqui. Próximos passos imediatos são: comprar uma bicicleta, achar uma escola de chinês, resolver a situação do meu visto (urgente!).
Tenho que ver como estender meu visto, que é de dois meses. Talvez conseguir uma escola e pedir um visto de estudante, vamos ver.

O que ainda não comecei a fazer é tentar usar o pouco tempo livre que tenho para conhecer melhor a cidade. Em 2009, quando ficamos 10 dias por aqui, fomos para a muralha, cidade proibida, templo do céu, praça da paz celestial, e outros lugares. Mas ainda tem muitos lugares que preciso ver, como o Summer Palace, e outros.

Interessados, ver capítulos de Beijing na minha viagem em 2009:
Capítulo 37 - Saindo de Xian e 2 dias em Beijing
Capítulo 38 - Beijing 2, a muralha e mais..
Capítulo 39 - Cidade Proibida e Partindo de Beijing

Ah, não tirei muitas fotos nesses dias porque estou mais resolvendo as coisas, fazendo mudança, andando por aí. Assim que tiver fotos boas coloco lá no face e aqui.

Um abraço a todos e até o próximo capítulo!
Zàijiàn!

terça-feira, 15 de maio de 2012

S02E05 - Últimos dias em frankfurt e partida para China

Nimen hao! Hallo!

Após um breve tour pela alemanha, volto para Frankfurt esperar meu voo para Beijing, no dia 15.
Nestes dias aqui não tenho muita pressa para conhecer os lugares, já que andei bastante quando cheguei do Brasil com Sven e Paula como meus guias.
O que faço então é acordar quando quero, sair por aí meio sem destino e andar bastante.
Acabo prestando atenção em muitas coisas e crio também algumas teorias. Uma delas, por exemplo, é a de que o alemão, de modo geral, não sabe dirigir tão bem quanto, por exemplo, nós brasileiros. Por várias razões:

1- A maioria dos carros alemães são automáticos, o que facilita muito a direção, mas reduz suas habilidades de noção de troca de marcha, tempo do motor, arranque, etc.
2- É muito comum encontrar carros com diferentes tipos de sensor de estacionamento. Ou seja, eles não sabem fazer uma baliza ou garagem na raça, como nós.
3- Os alemães, que bom, seguem muito à risca as regras de trânsito, então não são tão suscetíveis à imprevistos como tomar uma atitude rápida quando alguém cruza o sinal vermelho, atravessa o pare, vem na contramão,etc. Coisas que os brasileiros estão acostumados a lidar,e por isso já estão mais ' espertos'.
4- Há poucas motos aqui, e as bicicletas andam nas ciclovias, que são na calçada. Então há menos "sustos" para os motoristas nas ruas.
Por esses e mais vários outros motivos, acredito que o brasileiro tenha uma técnica de direção melhor, ainda que, devido às melhores estradas, carros mais seguros e educação no trânsito, aqui tenha muito menos acidentes de carro do que no Brasil..

Bom, em resumo andei bastante pela cidade nestes últimos dias na Alemanha, fui em pelo menos mais uns 3 parques diferentes, um com uma piscina gigante aquecida! (fiquei até com vontade de entrar, hehe, apesar do frio).

Como tenho muita sorte, no sábado teve um festival de música na rua, num bairro meio longe do centro, e de graça. Peguei o programa do festival na internet (só em alemão) e parti para lá.
Quando cheguei, percebi que o festival era bem menor do que eu imaginei. Estava imaginando algo da proporção da virada cultural, mas tinha pouca gente, talvez pelo frio, não sei.
Mas foi bem legal. Primeiro vi um trio de rock formado por uns senhores, hehe. Depois vi uma mini orquestra tocando jazz e tango. Depois vi uma banda de blues beeem massa. E no final ainda vi um cara tocando violão solo demais, muito bem!
No blues eu pedi um wurst (salsicha típica alemã) e uma cerveja. O engraçado é que o festival começou e acabou cedo (18h-22h). Será que é pra não incomodar os vizinhos? Bom, pelo menos valeu pra conhecer mais diferentes lugares da cidade. Acabei voltando não muito tarde do festival.
No domingo tentei ir para Heildeberg, que é uma cidade ao sul que é bonita, mas desisti primeiro porque achei a passagem de trem um pouco cara, e depois porque já era meio tarde e a viagem ia demorar 1h30 cada trecho. Aproveite para conhecer mais outro parque por aqui!
Ah, um dos dias também fui num museu de história natural de Frankfurt, que é bem massa. O que me impressiona, não sei se já comentei isso, é que há muita coisa escrita em inglês na Alemanha, de modo geral. Até no museu, que é bem coisa de turista, não tinha muita coisa escrita em inglês.

Em resumo aproveitei para descansar, ler, andar bastante, comer comidas típicas, visitar parques e museus, fui num festival de música, ufa! Até que pra quem não queria fazer muita coisa esses 4 últimos dias de volta em Frankfurt (e os últimos na Alemanha) foram bem cheios! hehehe.

Amanhã acordo cedo, e pego o voo para Beijing. Chego lá na quarta às 6h (hora local).

Um abraço e até o próximo capítulo, já na China!
Zàijiàn!

+ fotos no álbum do facebook. link aqui










sexta-feira, 11 de maio de 2012

S02E04 - Berlin, uma cidade que respira história

Nimen hao! Hallo!


Depois de dias incríveis em Leipzig e Frankfurt viemos passar uns 4 dias em Berlin, essa cidade incrível, importante em vários sentidos, e que dispensa apresentações.
Logo na segunda-feira já saí para andar com Paula pelo centro. Passamos por lugares antigos como a Catedral, e de importância histórica, como o portão de brandenburgo, que dividida a berlin oriental da ocidental durante a guerra fria.
Berlin é realmente demais, todos devem conhecer. Cheia de parques, praças e prédios icônicos da segunda guerra ou da guerra fria.
Às sete da noite peguei minhas malas no hotel que eles estão hospedados e fui para a casa de kathi, minha amiga alemã com quem estudei junto em chengdu, e que eu não via desde então. Após alguma confusão com o metrô cheguei na estação próxima à casa dela (spandau), onde ela me buscou e fomos à pé para seu flat, bem perto.
O curioso foi que na penúltima estação antes de spandau dois fiscais do metrô vieram checar se eu tinha comprado mesmo o bilhete. Claro que estava tudo certo.
Ela e o namorado cozinharam (pasta) e conversamos bastante. Bem legal encontrá-la depois de mais de 3 anos.

Na terça acordei e fui atrás de completar duas missões. A primeira era comprar um carregador para a bateria da minha câmera. A segunda comprar, finalmente, um chip de celular alemão, o que tem facilitado muito a minha vida. Aliás, se alguém quiser me ligar por skype, até dia 15 meu número é +49 16115007016992 (eu acho! Hehe).
O engraçado ao comprar o chip foi que, ao comprar um chip pré-pago de 19€, veio de brinde um celular (bem simples é verdade), que como não precisava dei de presente para Paula.
Após completar as missões me encontrei com Paula e andamos bastante pela cidade, passei pelo muro e outros lugares importantes como checkpoint charlie, o monumento aos judeus (que é uma praça meio labirinto) e o monumento aos soldados soviéticos que morreram na tomada de berlin pelo exército vermelho. Sven estava participando de um evento para empresários no parlamento e nos avisou na hora que a Angela Merkel foi tirar foto com eles na escada, bem a tempo de nós a vermos e aproveitamos para tirar fotos dela também! Mais uma sorte que tive na viagem. A noite eu fui para a filarmônica de berlin. A ideia era só conhecer o lugar e o prédio, nem imaginava que era possível comprar interesso para o mesmo dia. Achei curioso que não havia nenhuma informação em inglês, só em alemão, então demorei um pouco para entender os preços. No começo achei que custava 200€, só depois vi que isso era o preço para vários dias. A sorte, ou azar, que tive era que naquele dia não era a filarmônica, mas sim a sinfônica da alemanha que ia se apresentar. Então ainda havia ingressos, e mais baratos. Paguei 15€ a inteira, num lugar teoricamente ruim, bem atrás da orquestra. Eu achei o lugar ótimo, porque ficamos há poucos metros deles, e de frente para o maestro! Foi mais um sonho realizado. 

Na quarta, penúltimo dia em berlin, encontrei com sven e paula no hotel e partimos de trem para Potsdam, uma pequena mas importante cidade ao sul de berlin. Ao chegar lá sven não estava sentindo-se muito bem, então foi com paula para o hospital, mas nada sério, logo ele melhorou. Enquanto isso eu aluguei uma bicicleta por telefone e saí pedalando por esta pequena e bela cidade. Passei por alguns lugares legais mas o mais impressionante, de longe, foi o parque e palácio de sanossuci, que pelo que entendi era onde morava o kaiser Frederico no século 17, ou algo assim. O lugar tudo é enorme, e se eu estivesse a pé demoraria horas para conhecer. Os jardins (foto da capa) super bem cuidados também são demais. Gravei um vídeo de toda esta aventura em Potsdam e coloco assim que editar. Voltei mais cedo que eles pois tinha combinado de jantar com Iris e Katharina. O jantar foi ótimo, de comidas típicas alemãs. Depois saímos para andar pela noite de Berlin, passando até por uma rua muito chique, onde tinha lojas da Bugati, louis vuton e outras. 

Na quinta pegamos a estrada meio dia de volta para frankfurt. 
Na verdade para uma cidade ao norte de lá, onde moram os pais do Sven, chamada Dreieich.

Em resumo, Berlin é uma cidade incrível, que todos deveriam conhecer por sua beleza, arquitetura e importância histórica. Adorei e aproveitei muito os poucos três dias aqui. 

Até o próximo capítulo. 
Zàijiàn!


Link para + fotos no facebook aqui
Catedral de Berlin

 monumento aos judeus

Ruínas romanas em Sanssouci - Potsdam 

                                                 Palácio em Sanssouci - Potsdam 

Sanssouci - Potsdam

Restaurante em Berlin 

O muro, claro 

Praça em Berlin 

O famoso portão de Brandesburgo, que divida Berlin oriental e ocidental